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A própria caverna

Assim o toque ancestral desfez a premissa de sua angústia. De pássaros em pássaros criava seu rumo sem se esquecer do ninho, e codificava seu novo conceito cantando. Mas, epicurista no seu vestido todo branco, ela era toda ela! Nem as clássicas Rita e Pombinha dançavam alçando voo, nem a queda lhe trazia tanta satisfação nos passos...
Bicho de lápis definido na ponta fina de seu caminhar. De pássaro em suavidade, o tempo era um endosso de seu amálgama. Lá, em sua terra natal de si, Platão sequer a escurecia – pois de tom confessional, era ela uma prosaica entrega.
Foi do balanço de seus cabelos a música de uma nota só que soava desta paixão grega em solilóquio. Algures seus sintonizavam a pergunta sem que a certeza fosse pontuada n’algum necrológio... Os animais se extinguem, a poesia de Meireles na língua fica. Da perda ainda resiste o objeto à espera de inspiração. E ela segura em seus dedos o mundo todo de si com suas agruras pessoanas, respondendo à paixão grega com sua canção de cicatriz...
Ela respirou a palavra que a mim assomou seu fôlego... A vida da fruta fluiu infindável por todo o antigo labirinto no qual se encontra perdida (nela) o significado. Foi silêncio, foi a resposta de Bob Dylan soprada no vento: a fala gullariana que a poesia exume do pó, jazida sob o temor que cala a voz; este toque ancestral que ouvimos em suma para confessar sussurrando à própria caverna.

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Entre amigas: a passividade do possível

Saímos e vagamos de Biquíni Cavadão: porque só isso nos restava após doze períodos de aula - uma preguiça à domingo, porque só isso nos restava enquanto a cidade morria mais um pouco. Fomos de chuva, à poça, à calçada quebrada, como Elis e Tom, ao fim do caminho. Um bar vagabundo e qualquer que vendesse um litro de Polar a seis reais. A luz da cidade apagou, e o bar, diferente dos sertanejos, desculpou-se e começou a gargalhar. Localizávamos no fim esconderijo do local, cobertas por aforismos filosóficos-literários, com Platão e Aristóteles somados a duas Polar sobre a mesa. O assunto do impossível ocorre:
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