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Silêncio em linha reta

Um pedido que amo à Quintana. Sem telhado, sem risco. Num céu sussurrado me declaro amando baixinho – minha baixinha – dentro da minha casa e dos meus tecidos.
Os pássaros somente em paz eu os deixo nos códigos de sua voz, que a mim deixam-me só nesse estômago seu para levar uma vida a me devorar como Cazuza amou num segundo.
Não há devagar, nem amada. Há um conjunto de breves, de ainda, de limite e de múltiplo. O paradoxo este que querer! Antes suave que tudo... Suave, consoante Drummond, como um anjo torto que vive nas sombras. Mas ao invés de dizer “vai...”, diz “vem...”
Por favor, sem perguntas sobre por que haveríamos de dançar. Se não, arrisco-te entre os meus braços provando o perigo de colocar o caos em movimento! Logo exprimo do meu corpo o nascer do sol mais lindo apenas para que aprecies despertar todo dia em mim...
Hum, namorada... Eu não ladro. Mas à Quintana te mordo baixinho rezando para um dia te encontrares e perceberes que o que falta em ti sou eu... Por enquanto desenho no vidro do banheiro embaçado um coração com nossas iniciais. Desenho conformada em ver um amor platônico se dissolver em cálidas lágrimas...

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É uma oração! Clamo à Resistência na súplica a fim de que esse deus se convença e se infernize mais com o meu pensamento nela... Mas mais do ínferno satiriza-se o erro de não lhe falar... Mas não... A Resistência é a sabotagem da razão; um deus dela mesma que desta cruz na abertura dos seus braços a me saudar, eu fujo.
Que de boba eu não tenho um mínimo provérbio, apenas resisto. Amigo-me confortável no resquício laborioso igualmente assistido à sua palavra... Um fenômeno desfragmentado na sua verve sofista que mais crio a nós duas, futuramente.
Resistência: ela não quer. Desistência: ela me procura. Sigo-a. Ela fecha a porta. Não me deixa entrar.
Tenho de continuar a resposta para os lados... Não é o mesmo lugar quando outra se adora sobre o…