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A grande vaidade é ser modesto?

“O deus que habita em mim saúda o deus que há em você”
 
Numa roda de conversa em que todos esperam alguma coisa num happy-hour de uma sexta-feira à noitinha...
- Bah, nos Estados Unidos foi criado um pequeno pulmão a partir das células tronco.
- Logo será comum, enfim, o transplante, aliás, a reposição do pulmão doente por outro fabricado – fez um gesto entre aspas – através das próprias células, reduzindo os índices de rejeição...
- Mais uma vez é o homem brincando de ser Deus...
- Discordo...
Calaram-se todos. Dizia eu que:
- Na verdade o homem está pondo em prática a sapiência que lhe é concedida enquanto ser humano. D’us nos disponibiliza o corpo, a saúde e o pensamento para que possamos agir sem a necessidade primitiva de pôr a fé sobre a inteligência, culpando, digo, transferindo ao Eterno as falhas ou a ideologia milagrosa cujas crendices apostam os mais indoutos...
- Simpatias, nem pensar! Não é, Larissa?!
- Meu caro, por trás da boa sorte, sempre existirá uma boa estratégia...
Serviram-me mais uma dose de uísque.
- Não estamos brincando de ser D’us! Estamos, sim, considerando aquela máxima “Deus está dentro de cada um de nós”. Verdade?!
- Certíssimo.
- Fico até com vergonha da minha idade perante tua visão de mundo...
- Quando sentires a paz do abandono, desejar-te-ei uma boa estratégia. Aliás, gente, respondam-me: Há paz no abandono? 
- ...
- Ih, mais uma tese que tenho de desenvolver...
- Verdadeiramente Deus, então, revoluciona. Estamos nos revolucionando, né, Larissa?! A sós.
- Acredito que tal é a inteligência que usamos de degrau evoluindo o significado recíproco que verdadeiramente concerne ao ser humano... Agora, quando o cara resolve matar... Aí, sim, podemos afirmar que está se utilizando das decisões divinas com “má-fé”.
- Porque não é para evoluir o outro, mas para destrui-lo.
- Caráter é uma nuvem que diferencia o homem.
- E isso divinamente revoluciona.
- E a gente sabe.

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