sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A sorte da Rosa!

Foto: Larissa e...


A insustentável dificuldade de domar sentimentos. Calar-se sobre eles. A gente se cala, mas muito se suspira... A gente reclama do domingo, mas se lembra que o melhor da vida ocorre nas suas madrugadas.
Pelo menos, a arte existe para eternizar os bons. A poesia acolhe e conflita com a imparcialidade de Newton – a prova de que o uísque, mais que o vinho, ascende aos céus na figura de um messias.
E canta suas Antífonas! Invoca, provoca o futuro incauto de que será amanhã. Espírito triste. Não resta enquanto imenso antes de estar entre os silêncios de uma música e outra, reconhecendo que não sabe mais contar os dias.
É sim a falta que ela me faz e que desfaz os dias! Infinitos pedaços! E o sentido apenas como a décima nona parte de toda felicidade...
Há um desses dias em que a pessoa me ama ou nunca mais, pois tudo de mim renuncia e derrama fácil. Para de escrever, longamente. – Olha-me ela. E aconteceu!
Sinto-me leve no sofrido conluio da garganta espremida por todos os lados. Não há como desafinar Cazuza: Eu preciso dizer que te amo...