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Quando caçar carícias...

"Amor, eu me lembro ainda que era linda, muito linda... Um céu azul de organdi..." 

Por favor, caça-as sem consciência. Pois não há culpa mais reincidente que a claridade culminada num corte de saber o que se faz. Quando caçar carícias, sê a paz do menino-balão que se torna a metáfora da festa terminada, num canto da sala a esvaziar-se na murcha morbidez de um amor despedido com silêncio.
Quando caçar carícias, faz de corpo quente e coração castigado. Perdoa apenas a ressaca de se merecer no abandono. A paz do abandono. Há paz no abandono?
O mundo não abraça sem enjoo. Embora retorne, não existe certeza: mas se conhece! A cada alguém de único desconstrói a ilusão do ritmo particular na tal ideia viciada pelo amor de ficção. É inconsciente uso-amo da casa à elegia das ruas e da família... Quando caçar carícias, não troques o “eu te amo”.
Por favor, quando caçar carícias, prevê insônias! Afugenta sonhos! Tem um jeito torto de gostar. Sim, antes torto que paralelo, que nunca se encontra... E depois, a conversa fora para descontinuar o sono.
Quando caçar carícias, faz precisando deixar alguém ir. Mesmo havendo de machucá-la... E deixa flores. Flores frente ao epitáfio belo, carnal e frouxo, ali desvantajoso e virado para o lado, mais uma vez, inconscientemente, a caçar carícias...

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