sexta-feira, 18 de novembro de 2016

E se enfim

E se enfim o sangue pudesse ter seu valor reconhecido por pintar o interior da capela? Logo também pelo seu rito genético dado no primeiro pedido em Genesis ao que o nascimento também pode ter seu significado de paz reprimido em um tiro...
Do crucifixo à cruz, a antítese de Pessoa confere o que Hegel entende de nós sobre a consciência. Dói, realmente sente. Mas prova da própria máscara para ver como será. Corre os olhos metaforizando a liberdade assistida. Exagera enquanto há corpo e oração, santificado seja enquanto homem!
Ainda haverá quem se dobre para forçar sua alma ao incólume final que lhe impõe. O perdão não convida à ceia, mas agrada na mudança. A fartura significa nova atitude. O ouro, a metáfora do bom-dia.
Como ser sangue se o tratado já foi assinado com a lança perfurante em nossa pele de alma cativa? E nós, lançados ao espaço, da palavra restou o gemido. Ah! O otimismo dos céus! Daquele otimismo que contamos carneirinhos buscando o sono e sem mais bocejamos incansáveis. O otimismo que muito reza. O otimismo que, do amor cego, qualquer lampejo de visão é um pretexto para se apaixonar... Ainda gozamos dos gemidos!
Por ainda que tenhamos fé, a energia se desdobra no presente entre ela e a inteligência. Por mais científico que seja, escorre o sangue pelas rachaduras do próprio templo. De humano, o infinito concede o pensamento. De volta ao primitivo, a conquista ainda envolve brutalidade.