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Sobre São Paulo a sós III

A liberdade quando amada torna-se intimidade.

- Nossa! Se aquele dissílabo sorridente gerou tal argumento dela, quem ousaria entender? Apenas sentiria o começo de uma música que faria um castelo erguer-se na sofreguidão de mil venturas (previstas).
***
Caminharam sobre a extensão de diversos assuntos. O Ibirapuera não cometeria com esmero a volta das horas como a haste horizontal do sorriso amigável da conversa.
- Sabia que – olhava para o minúsculo relógio de pulso – já nos conhecemos há três horas?
- Será que é fácil contar os sorrisos mostrados em cento e oitenta e cinco minutos? – Indagou ela.
- Quando nos vestimos com o nosso melhor, a obra é um cálculo aberto da Eternidade.
- Conceito: sorria sempre. – Ordenou a pequena.
- A fantasia é um clássico significado.
- É o que cabe no conceito.
- E diversa. O que sabe?
- Você tem poesia.
- Descrita, ordinária e métrica. 
Não houve tarde mais esquecida em São Paulo. Pinacoteca, Avenida Paulista, café na Casa das Rosas. A pequena paulistana explicava desde o concreto dos prédios à poesia de Haroldo de Campos. Pelo tempo que juntava, percebeu que este era o seu único compromisso: uma liberdade assistida de amar. 

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