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Sobre São Paulo a sós IV

Compromisso era entre essas duas pessoas. Relacionamentos? Boa notícia: estavam livres de mensagens detetivescas para saber onde estava e a que horas voltaria. Decidiram mais tarde ir à casa dela para arrumarem um jantar com a rapidez de uma pizza pois logo sairiam para uma noite de MPB.
Marisa Monte, Ana Carolina, Maria Gadú, tributo a Gonzaguinha, Nei Matogrosso no Anhembi... Quantos passos em São Paulo! – Refletiram sorrindo estrelas de Olavo Bilac ao ler a programação na Folha. Optaram estar e espiar à margem de uma música e outra.
Foram se arrumando. O préstimo das cores adornavam o riso frouxo de batom vermelho. Dos lábios dela se assoviava Elis Regina. Outra interpretação para o “atrás da porta”, sendo o assovio uma escusa para atrair e dar o bote.
Frente ao espelho, a miudeza daquele corpo era pingada por um short, uma camiseta desbotada de banda, pingentes simbólicos de paz e maquiagem assombreada. Um conjunto de boneca, deveras, que descarta os preceitos e os preconceitos de princesa. Muito rápida como um poema marginal, ela se transmitiu a verve das meias três-quartos, intercalou rima do colar dourado que escorria pelo seu tronco encontrando nela a luz em que a outra moça, ao fundo, na porta do dormitório, era sombra observante. A outra moça observava inebriada e cantarolava o pensamento para a sua pequena: “És fascinação. Amor...”

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