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Sobre poesia romântica e indiretas: mas, por que não diretas?

Assim questionou minha aluna sobre os versos de Álvares de Azevedo. Pensei sobre mim, que, ao contrário do poema, não era um pesadelo mentido aquele momento. Contraste de gerações entre o poeta e a aluna. Eu me encontro no time do Álvares. Invejei o hoje: tudo normal, sabe-se, gosta e se desgosta. Tudo normal. Tudo belo. Não se perde, não se ganha. Beija sem encontrar antes o que pode lhe fazer bem.
Não há pensamento. Meus jovens filhos-de-livro seguem a linha pessoana! Ser direto que a vida num momento se sente dentro e maior em si! O Passado para esta geração dorme... Dorme jovem como o poeta questionado no princípio. Não há confessionário, há fé. Há D’us sem cobrança de religião.
A distância significa que a vida é demasiadamente veloz para não estar com quem se ama. Gostar de alguém, elogia; diferente da minha geração que se reprime com medo que a indiferença possa negar o status de conquista e felicidade. Como se a felicidade estivesse ligada a conquista... Tão distante o sonho que eu nunca beijei, porém...
A distância que tomo é de beijos fáceis de belezas (ainda que superiores a dela) que esvaziem meu riso engasgado a cada falta dela amparada no meu penar. Ser Álvares ou ser entregue? A normalidade agora desfaz contornos e empreende compreensão. Consola beijos. Desarma e ama, mesmo que seja por um curto período. Depois se despede e se reencontra como travessia. O melhor concreto caminho de realização das relações. 
Parabéns, jovens. Aqui, a experiência leva tapa na cara. 

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